terça-feira, 29 de junho de 2010

DEUS DE ISHTAR

ISHTAR, DEUSA DA FERTILIDADE


ISHTAR, DEUSA DA FERTILIDADE (adaptação da Deusa Suméria Inanna)

A DEUSA-LUA cujo culto foi mais disseminado na Antiguidade foi Ishtar da Babilônia. Foi também Astarte em Canaã, Atar na Mesopotâmia, Astar em Moab, Estar na Abissínia e Astarte na Grécia. Entretanto, Deméter parece ser o termo genérico para qualquer manifestação desta grande deusa poderosa, a "Magna Dea do Oriente".

Ishtar, a deusa da lua babilônica, era relacionada com nascentes e com o orvalho. O orvalho é símbolo de fertilidade, e na Idade Média um banho de orvalho era frequentemente prescrito como feitiço de amor. Mas, esta deusa, também ficou conhecida como Rainha-da-poeira e Soberana-do-campo.

No Egito, sua contraparte era Ísis, cujo culto espalhou-se até a Grécia e Roma e continuou a florescer nos primeiros séculos da época cristã.

Ishtar é a personificação da força da natureza que tanto dá quanto tira a vida. É a Mãe de todos, Deméter de muitos seios. Carrega outros títulos como: Brilho-prateado, Produtora de sementes e Grávida. É a deusa da fertilidade que doa o poder de reprodução e crescimento aos campos e para todos os animais, inclusive para nós homens. Através de uma transição natural, torna-se a deusa do amor sexual e protetora das prostitutas. É aquela que abre o útero, o único refúgio das mães nas dores de parto. Como se vê, toda vida Dela emana.

Mas como toda a deusa lunar ela tem um caráter duplo. Assim como é provedora da vida, é também destruidora, pois é a própria lua, em cuja fase crescente todas as coisas crescem e em cuja fase minguante todas as coisas minguam e são enfraquecidas. Mas este não é o fim, pois logo a lua crescente volta.

A luz sempre vence a escuridão e a deusa reaparece mais uma vez na sua fase criativa e benéfica. Ishtar assim governa, sucessivamente, em todos os ciclos da Lua ou meses do ano E, ainda a fertilidade do ano, tudo o que nasce é considerado como sua prole. Essa idéia aparece de um modo lindo na crença de que seu filho, Tamuz, era a vegetação de toda a Terra.

O mito diz, que ao obter a virilidade, ele torna-se seu amante. Entretanto, ano após ano, ela o condena à morte. Na passagem do ano, época do Solstício de Verão, ele morre e vai para o submundo. Por ocasião deste evento, a deusa e todas as mulheres choram por ele, e isso ocorre no mês que tem seu nome, Tamuz ou Du'úzu.

Os hinos de lamentação foram preservados até hoje, e diz o seguinte:

"Levanta-te, então vai, herói,

pela estrada do "Não-Retorno"

Ai herói! guerreiro, un-azu

Ai herói! herói, meu deus Damu

Ai herói! filho-meu, fiel senhor

Ai herói! Gu-silim dos olhos brilhantes

Ai herói! Tu és minha luz divina."


Ishtar e as outras mulheres ficavam de luto pelo deus Verde, até que ela empreendia a perigosa jornada para a Terra-do-não-retorno, a fim de salvá-lo. Lá suas jóias brilhantes lhe são retiradas, ao passar por cada uma das seis portas que guardam o lugar.

No final desprovida de suas jóias e forças deve lutar com sua irmã Alatu pela posse de Tamuz. Nesta versão, Ishtar é considerada Rainha do submundo, pois como a Lua ela caminha por entre os mundos, o Superior e o Inferior. A perda de suas jóias em seis estágios é o equivalente à fragmentação do deus lunar e representa os seis pedaços noturnos que são tirados da Lua nas seis noites do último quarto.

Quando a senhora Ishtar faz sua descida ao Mundo dos Mortos, nenhuma paixão é sentida na terra e a esterilidade governa:


"Desde que a Senhora Ishtar desceu

à Terra-do-não-retorno

O touro não cobre a vaca,

o asno não se curva sobre a fêmea,

O homem não corteja a mulher na rua,

O homem dorme em seu quarto

A mulher dorme sozinha."

Novamente, em seu retorno à terra, a vida e o amor são despertados, como Isthar exclama em uma ode:

"Eu volto a macho para a fêmea:

Eu sou aquela que enfeita o macho para fêmea,

Eu sou aquela que enfeita a fêmea para o macho."

Era somente depois de sua volta à Terra que o poder da fertilidade e também do desejo sexual podiam operar novamente. Ela é a deusa que desperta o impulso sexual nos animais e nos homens. Sua atividade sexual era enfatizada em descrições como "a doce e sonora dama dos deuses", apesar de ser conhecida também por sua cruel e implacável volubilidade em relação aos seus amantes. Uma vez que era ela quem trazia o amor e a felicidade sexual, ela também detinha o poder de retirá-los. Sem essa Deusa sedutora de seios fartos, nada que dissesse respeito ao ciclo da vida poderia consumar-se.

É muito importante o reconhecimento do papel da Lua em nosso inconsciente. Os antigos já retratavam os movimentos de uma força psicológica que operava no inconsciente do homem e eles sabiam muito sobre estas forças, pois registraram-nas de uma forma totalmente sem preconceitos. Nós é que somos preconceituosos e descartamos qualquer teoria que não se ajuste a algo materialmente observável. Grande erro, pois o funcionamento de fatores psicológicos não são suscetíveis à experimentação e observação direta.

Como Sinn (deus da lua), que a precedeu, Ishtar é trina, pois é a Lua em seus três aspectos. Em sua forma brilhante ou do Mundo Superior, era cultuada como a Grande Mãe que havia frutificado a terra e cuidava de seus filhos. Tal fato é afirmado quando se concebe que quando ela estava ausente o homem e os animais perdiam seu desejo e poder de fertilidade. Quando retornava, o amor brotava outra vez por todo o mundo. Os poderes do amor e fertilidade eram os efeitos de um espírito vivo que ela carregava consigo e que afetava a todos como um contágio.

RAINHA DO CÉU

Como Rainha-do-céu era concebida como a condutora das estrelas. Ela própria tinha uma vez sido estrela, a estrela da manhã e a estrela da tarde, que acompanhava Sinn, o então deus da Lua, como sua esposa. Posteriormente ela o substitui, passando a reinar e tornando-se Rainha-das-estrelas e Rainha-do-céu. Percorria o céu todas as noites em uma carruagem puxada por leões ou bodes.

Ishtar regia o planeta Vênus, quando se apresentava como guerreira destemida (na forma de estrela matutina) ou a cortesã sedutora (na forma de estrela vespertina). Por vezes, as duas formas se fundiam emergia a Senhora da Vida e da Morte. Invoque sempre Isthar ao cair da tarde e conecte-se com o planeta Vênus. Medite e peça à Deusa suas bençãos e reforce sua feminilidade e fertilidade.

As constelações zodíacas eram conhecidas pelos antigos árabes como as Casas-da-Lua, enquanto que o cinto zodiacal inteiro era chamado de "Cinto de Ishtar", um termo que se refere ao calendário da Lua dos antigos, para os quais os meses do ano eram as doze luas do ano solar. Assim, Ishtar era a Deusa-do-tempo, cujos movimentos governavam a semeadura e a colheita, e controlavam o ciclo anual das atividades agrícolas. Era conhecida como governante moral dos homens.

O nome do deus Sinn, é familiar para nós, se pensarmos no monte Sinai, que significa "Montanha-da-Lua". Esse fato lança uma luz interessante sobre a história judaica, pois foi no monte Sinai que Moisés recebeu as Tábuas da Lei. Sinn, como deus da Lua, era o antigo legislador, antecedendo de muito a Moisés. Foi portanto em um lugar muito apropriado que este procurou e encontrou as tábuas enviadas pelo poder divino.

RAINHA DO SUBMUNDO

Como Rainha-do-submundo,Ishtar entretanto, tornava-se inimiga do homem e destruía tudo aquilo que havia criado durante sua atividade no mundo superior. Era, então, cognominada a Destruidora-da-vida, a Deusa-dos-terrores-da-noite, a Mãe Terrível, deusa das tempestades e da guerra. Era também a provedora de sonhos e presságios, da revelação e compreensão das coisas que estão escondidas.

O submundo dos antigos representava, as profundezas escondidas e desconhecidas do inconsciente. Mas, quando nós reconhecemos que o inconsciente está dentro de nós, sendo a parte escondida de nosso psique, ele torna-se um lugar geográfico real, para o qual alguém poderia ir em uma jornada de barco ou carruagem.

A afirmação de que a Deusa-do-submundo possuía poderes mágicos, equivale a dizer que o inconsciente funciona de maneira secreta e desconhecido, isto é, mágica. Este fato é prontamente admitido por qualquer pessoa que dele tenha pelo menos um leve conhecimento.

Já que sofremos as conseqüências de seu poder inexplicável, seria interessante se pudéssemos manter uma boa relação com ele. Pois, para os antigos, a deusa da Lua era a rainha deste reino. Tinha ali tanto poder quanto no mundo superior. Uma relação segura e útil com os poderes do submundo podia ser obtida através de uma aproximação adequada com ela.

FORMAS MUTANTES

Em suas forma mutantes, Ishtar desempenha todos os papéis femininos possíveis. É chamada de filha como também de irmã do deus Lua, que é ao mesmo tempo seu próprio filho (Tamuz). É mulher, a personificação do Yin, do princípio feminino e do Eros. Para as mulheres ela é o próprio princípio de ser. Para os homens é a mediadora entre eles mesmos e a fonte secreta da vida, escondida nas profundezas do inconsciente.

Como seu filho, Tamuz, Ishtar era chamada Urikittu ou a Verde, a produtora de toda a vegetação. Seu símbolo era uma árvore convencional, chamada Asera, que era venerada como se fosse a própria deusa.

O poder e significação desta grande Deusa da Lua, Rainha-do-céu, que caiu nas águas do Eufrates e foi trazida à praia por um cardume de peixes servos, se encontram explicados num hino que encontra-se em uma das "Sete tábuas da Criação", que datam do século VII a. C, embora o próprio hino seja muito mais antigo.

Ishtar foi conhecida ainda como Grande Deusa Har, Mãe das Prostitutas. Sua alta sacerdotisa, Harina, era considerada a soberana espiritual "da cidade de Isthar". Antigo entalhe em uma parede de mármore retrata Isthar sentada à beira de uma janela. Nessa típica pose da prostituta, ela é conhecida como "Kilili Mushriti", ou "Kilili que se inclina para fora." Diz ela: "Uma compassiva prostituta eu sou".

Ishtar é "Diva Astarte, Hominum deorumque via, vita, salus: rusus eadam quae est pernicies, mors, interitus." (Divina Astarte, o poder, a vida, a saúde dos homens e o oposto disso que é o mal, a morte e a destruição).

ISHTAR DAS BATALHAS



Por dois dias, ao final do mês de maio, os romanos celebravam a Festa da Rainha do Submundo, uma celebração em honra as deusas do submundo Hécate, Cibele e Ishtar.

Apesar de Ishtar ser conhecida no Oriente Médio como a deusa do amor, ela era conhecida também por sua ferocidade nas batalhas e na proteção de seus seguidores. Quando neste aspecto,Ishtar conduzia uma carruagem puxada por sete leões, ou sentava-se num trono ornado com leões, portando um cetro de serpente duplo e ladeada por dragões. Ela era chamada de Possessora das Tábuas com os Registros da Vida, a Guardiã da Lei e da Ordem, a Dama das Batalhas e da Vitória. Seus símbolos eram a estrela de oito pontas, o pentagrama, o pombo e as serpentes. Usava um colar de arco-íris, muito semelhante ao de Freia nórdica. Como deusa guerreira, ela levava um arco.

Durante as noites de Lua Cheia (conhecidas como Shapatu), alegres celebrações aconteciam em seus templos. Nestes ritos, chamados chamados de Qadishtu sagrados, as mulheres viviam como sacerdotisas e em seus templos recebiam amantes para expressar a sexualidade como um dom sagrado de Ishtar. Estes ritos permitiam aos homens que comungassem com a deusa.

Ishtar é a deusa dos lados positivo e negativo que tudo regia; patrona das sacerdotisas, guardiã da lei, mestre. Amor, fertilidade, vingança, guerra, desejo amoroso, casamento, leões, cetro e serpente dupla, lápis lázuli, poderes de morte e concepção do mundo, purificação, iniciação, suplantar obstáculos.

Dois de junho era um dos dias sagrados de Ishtar na Babilônia.


RITUAL DE BANIMENTO e LIBERTAÇÃO

Este ritual deve ser realizado durante a Lua Nova ou Minguante. Pode ser efetuado para uma pessoa ou problema específico que esteja lhe atrapalhando. É também indicado quando precisar encerrar um relacionamento.

Serão necessários um incenso de banimento, um pequeno pedaço de papel, lápis, óleo de patchuli ou cânfora, uma adaga ou espada, um vasilha com pequenas quantidades de louro e olíbano em pó e um caldeirão metálico.

Acenda o incenso. Escreva o nome do problema ou da pessoa no papel e deposite-o no altar ao lado do óleo de patchuli. Em uma pequena vasilha deverão estar o louro e o olíbano.

Erga a espada ou adaga à sua frente, apoiando a ponta no caldeirão. Bata seu pé contra o chão e diga:

uça-me, ó poderosa Ishtar.

Este é um período de libertação, de livrar-se de algo.

Eu corto todos os laços com (nome da pessoa ou problema).

Envie seus grandes poderes para que isso (ele/ela) saia da minha vida.

Permaneça segurando a espada à sua frente enquanto mentalmente visualiza a pessoa ou o problema afastando-se rapidamente da ponta da espada. Veja-o despencando dentro do caldeirão até desaparecer. Tente vê-lo desaparecer por completo. Não especifique o modo como deseja que isso ocorra, deseje apenas que o problema não mais lhe cause transtornos.

Apanhe o papel e espete-o na ponta da lâmina, dizendo:

Todos os laços estão cortados.

Nada mais nos une.

Você está sendo carregado pelos ventos da Senhora das Batalhas.

Remova o papel da lâmina. Ponha uma gota de óleo de patchuli ou cânfora nos quatro cantos e no centro. Queime dentro do caldeirão.

Rainha dos Céus, Deusa da Lua,

Lance seus poderosos raios sobre meus inimigos.

Que eles se curvem em derrota.

Defenda-me, Senhora das Batalhas e da Vitória!

Polvilhe um pouco de ervas picadas sobre o papel enquanto este queima; se este já estiver consumido, faça um pequeno montinho de ervas e acenda-o. Diga:

A renovação vem do caldeirão do Submundo.

Assim como Isthar ascendeu vitoriosa de sua jornada,

Eu me renovo através de seu amor e sabedoria.

Livre-se do papel e das ervas queimados usando a descarga de seu banheiro, uma simbologia adequada para livrar-se de problemas.

ORAÇÃO À DEUSA ISHTAR

Ó deusa dos homens, ó deusa das mulheres,

tu, cujo desígnios ninguém pode compreender,

Onde olhas com compaixão o morto vive outra vez,

o doente é curado, o aflito é salvo de sua aflição.

Eu, teu servo, pesaroso, em suspiros

e em angústia, te imploro.

Considera-me, ó minha senhora,

e aceita a minha súplica.

Compadece-te de mim e ouve a minha oração!

Grita para mim "Basta!" e deixa que

o teu espírito seja apaziguado.

Por quanto tempo irá meu corpo, que está cheio

de inquietação e confusão, lamentar?

Guia meus passos na luz, que entre os homens

eu possa gloriosamente procurar o meu caminho!

Deixa minha oração e minha súplica chegar a ti,

E deixa tua grande compaixão cair sobre mim,

Para que aqueles que para mim olharem,

possam exaltar o teu nome,

E que eu possa glorificar a tua divindade

E o teu poder diante da humanidade!
POSTADO POR JEANE SILVEIRA ÀS 13:53:00
Postagem mais recente Postagem mais antiga Início




A BRUXA

JEANE SILVEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ, BRAZIL
ѕαυđαçõєѕ... єυ ѕσυ נєαŋє υмα вrυxα... "ѕєr υмα вrυxα é αмαr є ѕєr αмαđα; ѕєr υмα вrυxα é ѕαвєr тυđσ є ŋαđα ασ мєѕмσ тємρσ; ѕєr υмα вrυxα é ѕαвєr ѕє мσνєr єŋтrє αѕ єѕтrєlαѕ єŋqυαŋтσ ρєrмαŋєcєr ŋα тєrrα; ѕєr υмα вrυxα é αנυđαr σ мυŋđσ є α ѕί мєѕмα; ѕєr υмα вrυxα é cσмραrтίlђαr αмσr є αlєgrία; ѕєr υмα вrυxα é đαŋçαr є cαŋтαr є đαr αѕ мãσѕ ραrα σ υŋίνєrѕσ; ѕєr υмα вrυxα é ђσŋrαr σ đєυѕ є α ѕί мєѕмα; ѕєr υмα вrυxα é ѕєr мαgίcα є ŋãσ αρєŋαѕ єƒєтυá-lα; ѕєr υмα вrυxα é ѕєr ђσŋєѕтα cσм тσđσѕ є cσŋѕίgσ мєѕмα; ѕєr υмα вrυxα é ѕαвєr αcєίтαr σѕ συтrσѕ cσмσ єlєѕ ѕãσ; ѕєr υмα вrυxα é ѕαвєr qυє σ qυє νσcê ѕєŋтє é cσrrєтσ є вσм; ѕєr υмα вrυxα é ŋãσ ρrєנυđίcαr ŋαđα є ŋίŋgυéм; ѕєr υмα вrυxα é cσŋђєcєr σѕ cαмίŋђσѕ αŋтίgσѕ; ѕєr υмα вrυxα é єŋxєrgαr αléм đαѕ вαrrєίrαѕ; ѕєr υмα вrυxα é ѕєr úŋίcα cσм σѕ đєυѕєѕ; ѕєr υмα вrυxα é єѕтυđαr є αρrєŋđєr ѕємρrє; ѕєr υмα вrυxα é ѕєr α ίŋѕтrυтσrα є α αlυŋα; ѕєr υмα вrυxα é тєr σ cσŋђєcίмєŋтσ đα νєrđαđє; ѕєr υмα вrυxα é νίνєr cσм α тєrrα є ŋãσ αρєŋαѕ ŋєlα; ѕєr υмα вrυxα é ѕєr νєrđαđєίrα є lίνrє."
VISUALIZAR MEU PERFIL COMPLETO



MEU CALDEIRÃO
• ► 2010 (57)
o ► Maio (15)
 MAIO A Lua de Contar Histórias
 Feitiços contra o Mal
 Ritual das Fadas de Inverno
 SENHORA DO INVERNO
 A Floresta
 Deusas
 Quando Deus era Mulher...
 O PODER PROFÉTICO DA MULHER
 MODRON A GRANDE DEUSA MÃE
 A RAINHA DO CALDEIRÃO
 Prece ao Coração da Mãe
 Vida Pagã - Crianças
 Vida Pagã - Gravidez
 Margaritas à Meia Noite
 24 de Maio - Dia da Deusa Tríplice
o ► Abril (15)
 Flora, Deusa da Primavera
 Uma Bênção Irlandesa
 OS MISTÉRIOS DO SANGUE E DA LUA
 Lua Azul
 GAIA:DEUSA GREGA DA TERRA
 Magias do Bem!
 Pós Mágicos
 Hécate, Deusa das Bruxas
 AFRODITE DEUSA DO AMOR
 Feitiço e Encantamento
 Receita Secreta
 O PODER DA SENHORA DA VIDA
 MÃE TERRA
 Dicas Para Cozinhar Bem
 Lugar de Magia é na COZINHA!
o ► Março (6)
 Cozinhar é MÁGICO
 O CULTO DA MÃE E DA FILHA
 L I L I T H - A Donzela Negra
 No Mundo da Lua
 Magia no Jardim
 Inspire-se
o ► Fevereiro (21)
 Chá das Fadas
 Bolo da Bruxa
 Lendas e Mistérios
 Invocação dos Quatro Cantos
 Danu – Deusa Mãe Celta
 Mitologia céltica
 Tradições
 Viva as Frutas!
 Salada Mix de Energia
 Biscoitos de Sementes de Anis
 A Salada Mágica
 Delícias de Cogumelos
 Frango Especial
 CINCO ORAÇÕES CELTAS
• ► 2009 (231)
o ► Dezembro (12)
o ► Novembro (9)
o ► Outubro (16)
o ► Setembro (11)
o ► Agosto (10)
o ► Julho (37)
o ► Junho (42)
o ► Maio (8)
o ► Abril (12)
o ► Março (42)
o ► Fevereiro (15)
o ► Janeiro (17)
• ▼ 2008 (86)
o ► Dezembro (4)
o ► Novembro (2)
o ► Setembro (21)
o ► Julho (12)
o ► Junho (7)
o ► Maio (12)
o ► Abril (4)
o ► Março (10)
o ▼ Fevereiro (10)
 Mandalas
 Meditação
 VIAGEM ASTRAL
 LILITH, DEUSA DA NOITE
 ISHTAR, DEUSA DA FERTILIDADE
 Autoconhecimento
 Exercicios
 Magia Natural - A Mão de Poder
 Banhos Ritualísticos
 Limpeza Energética
o ► Janeiro (4)
• ► 2007 (66)
o ► Dezembro (4)
o ► Novembro (16)
o ► Outubro (10)
o ► Setembro (3)
o ► Agosto (26)
o ► Julho (7)



ENCONTROS


DOWNLOADS



AMIGOS DO WCH

PARCEIROS


WEB RÁDIO UNIÃO!


BANDA APOLLO XI


ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA


GREENPEACE


ENCONTRE-NOS!






BUSCA
Carregando...



"Não acreditar numa coisa não faz deixar de existir...Os seres encantados, todos eles, existem independentemente da crença das pessoas neles..."

A VIDA É MAGIA E ENCANTO
"É preciso preservar a beleza dos nossos corações. Saber olhar com pureza de alma. Respirar como se nascêssemos a cada instante. Agir na calma e na serenidade. Cultivar uma flor, mergulhar em águas limpas. Ouvir uma melodia, agradecer a vida não deixar que o encanto se dissolva diante do mundo.
Surfar nas ondas do infinito. Até que a eternidade e o amor nos involva. Nos faça vibrar e sentir cada momento. "

MAGIA NA VIDA
"Em todas as coisas belas da vida existe magia, como explicar o encanto que certas pessoas exercem sobre a gente? É tão difícil explicar e tão fácil de perceber. Há magia no ar, quando algo de especial acontece. É tão bom viver esses momentos. Por um instante perceber a sincronia, fazer parte de um segredo, estar vendo as engrenagens do universo seencaixando com perfeição, porque nada - mas nada mesmo - acontece por acaso... "



"Em meio às loucuras do mundo, aos devaneios da alma e a falsa sensatez do espírito, é o amor a mais bela de todas as poesias. É o mais rico e surpreendente presente dado pelos Deuses aos ditos mortais, pois somente aqueles que bebem desse bendito cálice, são capazes de conhecer o êxtase da divina imortalidade..."

O CREDO DAS BRUXAS
" Ouça agora a palavra das Bruxas, os segredos que na noite escondemos, Quando a obscuridade era caminho e destino, e que agora à luz nós trazemos. Conhecendo a essência profunda, dos mistérios da Água e do Fogo, E da Terra e do Ar que circunda, Manteve silêncio o nosso povo. O eterno renascimento da Natureza, a passagem do Inverno e da Primavera, Compartilhamos com o Universo da vida, que num Círculo Mágico se alegra. Quatro vezes por ano somos vistas, no retorno dos grandes Sabbats, No antigo Halloween e em Beltane, ou dançando em Imbolc e Lammas. Dia e noite em tempo iguais vão estar, ou o Sol bem mais perto ou longe de nós, Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar, Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar. Treze Luas de prata cada ano tem, e treze são os Covens também, Treze vezes dançar nos Esbaths com alegria, para saudar a cada precioso ano e dia. De um século à outro persiste o poder, Que através das eras tem sido levado, Transmitido sempre entre homem e mulher, desde o princípio de todo o passado. Quando o círculo mágico for desenhado, do poder conferido a algum instrumento, Seu compasso será a união entre os mundos, na terra das sombras daquele momento. O mundo comum não deve saber, e o mundo do além também não dirá, Que o maior dos Deuses se faz conhecer, e a grande Magia ali se realizará. Na Natureza, são dois os poderes, com formas e forças sagradas, Nesse templo, são dos os pilares, que protegem e guardam a entrada. E fazer o que queres será o desafio, como amar a um amor que a ninguém vá magoar, essa única regra seguimos à fio, para a Magia dos antigos se manifestar. Oito palavras o credo das Bruxas enseja: sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja ..."




"Oito palavras o credo das bruxas enseja,
Sem prejudicar ninguém faça o que você deseja..."

O QUE É SER UMA BRUXA?
"O que é ser uma bruxa? É andar sempre na busca.É viver em eterna magia. É ter o sorriso sincero. É buscar no seu lado humano a alegria de se dar. O que é ser uma bruxa? Senão amar a tudo, viver por esse mundo dando sempre honras á paz. Saber sempre destinguir entre o bem e mal dissolvendo as tristezas Mesmo que para isso... Tenha que voar. O que é ser uma bruxa? É ,entender os por quês e viver a sensetez de que estamos aqui para ajudar. O que é ser uma bruxa? É amar a vida acima d tudo respeitar a natureza sábia de cada ser vivo existente dividindo com eles todo nosso livre pensar"



PRECEITO DIÁRIO
"Eu me levanto hoje
Pela força dos Céus
Luz do Sol
Brilho da Lua
Resplendor do Fogo
Presteza do vento
Profundidade do Mar
Estabilidade da Terra
Firmeza da Rocha."

"Você só sabe verdadeiramente algo quando é capaz de ensiná-lo. Você só terá abundância quando acrescentar valor à vida de outros.
Isto não quer dizer que temos que dar tudo que temos, mas acima de tudo é a habilidade e a disposição para dar que nos traz tudo isso.
O que quer que você esteja segurando e escondendo do mundo - suas habilidades, seus pensamentos, sua paixão, seu conhecimento, seu entusiasmo,sua coragem está, segurando você.
As riquezas que você possui, sejam elas materiais, intelectuais ou espirituais não tem valor nenhum se você não as usar..."

"Aquele que me pedir um benefício
Encontra-o na sombra oculta.
Conduza minha dança nas clareiras de verdes florestas
Sob a luz da Lua Cheia.
Dance próximo ao meu altar de pedras
Trabalhe meu sagrado ensinamento.
Àqueles que são seguidores da Bruxaria.
Eu trago segredos desconhecidos."

O Altar é o seu ponto de ligação com a Deusa e com o Universo!!!

"Felizes daqueles que reconhecem os Deuses em todas as suas formas, sabem que Eles falam todos os idiomas, São de todas as cores e dançam de todas as formas."



"Acredito na força da Mãe Natureza, na magia dos elementais que a protegem, em como o mundo necessita das duas forças unidas e em equilibrio para se manter saudável sem nem a força feminina (Lua) nem masculina (Sol) se sobreporem uma à outra. Entristece-me tanta ignorancia e principalmente as mulheres acharem que para se vingar é preciso ser como os homens quando na verdade nos somos diferentes. Somos energias diferentes e cada um pode fazer por si e pela Mãe Terra o que pode consoante a sua energia. Devem complementar-se e não anular-se uma à outra... "

"Eu sou uma bruxa básica
faço magias do dia a dia
Gosto de fazer travessuras
o meu lema é espalhar a alegria

Pego a vassoura encantada
e saio varrendo as tristezas
queimo tudo no caldeirão
e vou apreciar, da vida, as belezas

Como toda boa bruxa,
eu adoro a natureza.
O verde, as flores e o azul do céu
Com fitas em tons de violeta
eu adorno o meu chapéu.

Meus encantos e sortilégio
ssão feitos com amor e paz
têm o pó mágico da esperança
quebre este encanto se for capaz!

Tenho muitas irmãs e irmãos
Eu sou parte do universo
Saúdo a todos os bruxos
nas linhas deste meu verso.

Bruxas e bruxos de todos os tempos
Convoco-os ao círculo das mãos
Vamos orar pelo Planeta
pedindo a Paz, o Amor e a União"



" Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar.
Não ande na minha frente, talvez eu não queira segui-lo.
Ande ao meu lado para que possamos caminhar juntos."


"Hoje, ser bruxo,
Mágico, feiticeiro,
Já é um Luxo.
Bruxa já não usa vassoura
E caldeirão,
Hoje é cartomante
Viaja de avião,
Vai comer ao restaurante
Mariscos e leitão.
Os seus andrajos
E trapos, era vê-los…
Ela hoje vai a Paris
E veste os melhores modelos.
Abóboras? Bolas de cristal?
Não senhor!
Hoje a bruxa é internauta,
E usa computador.
Abracadabras e tramas
Estão obsoletos...
Já tem modernos programas.
O mau-olhado
E a varinha de condão?
Trocou por um teclado.
A bola de cristal ?
Não senhora!
Tem scaner e impressora.
As bruxas sempre serão eternas
Mas as de hoje
São bruxas modernas..."



"Ouça as palavras das bruxas agora
Os segredos que nós escondemos à noite
São invocados os mais velhos deuses aqui
São buscados os grandes trabalhos de magia
Por esta noite e por esta hora
Eu chamo o antigo poder
Traga o poder a nós
Nós queremos o poder
Nos dê o poder..."



BÊNÇÃOS
“Tu de todos os sagrados, ultrajados e sábios nomes”.
Mãe de rameiras e iniqüidades,
Que suporta o fiel na destruição e chamas,
Confessando ações vis e blasfêmias.
Pela Terra, Seu corpo fértil, Abençoada Seja.
E pelas Águas Viventes do Seu útero,
Pelo Ar, Seu sopro que se move no mar,
Pelo chamado de vida da grama verde da tumba,
Pelo Fogo, Seu Espírito,
Abençoada Seja com poder!
As Crianças de Seu Amor nascem entre a destruição
Possa haver Luz e clareza nas horas negras
Brilhe Lua Branca, Cresça nos caminhos
De cada um , eterno caminho apaixonado.
Abençoe e ilumine a todos,
Evo-he”

ORAÇÃO AO DEUS CORNÍFERO
"Ó Cornudo das áreas silvestres.
Alado dos céus brilhantes.
Com os raios do esplendoroso sol,
Caído nos lamentos do Samhain -
Eu chamo em meio às pedras erguidas
Orando para que você, Ó Antigo,
Conceda suas bênçãos em meus ritos místicos -
Ó Senhor de Fogo do Sol Ígneo!!!"

O NOME
“Ela é a uivadora dos muitos ventos”.
Seu nome é as cinco estações do ano.
Amante do primeiro Senhor
Mãe de dúzias de Deuses que andam pelos caminhos estrelados
Irmã e Esposa do Portador da Luz
Mulher Ela é, de nobre poder da paixão
Branca e azul ao mesmo tempo e ainda o Arco-íris,
Negra como o nulo sonho escuro ”



SOU BRUXA
Sou bruxa!
Adivinho meu quereres,
vejo-os, decodifico-os...
Saio de minhas dores,
com poções mágicas de vida,
de confiança.
Sou fraca, forte, mulher!
Sou bruxa!
Tento enfeitiçar você,
com olhar de cumplicidade,
com palavras de vontade,
com zelo de tudo.
Vôo também!
Aposentei a vassoura,
quebrei o paradigma,
Larguei o velho livro de feitiços,
abri novo caminho,
nova página...
Viajo no pensamento,
na mais bonita estrela,
na transferência da presença.
Sou bruxa do bem!
do bem querer-lhe,
bem amar,
bem desejar,
bem estar,
sua bruxinha!
Transponho distâncias,
materializo-me,
faço-me ouvir,
voz e sentir...
Alguém tem medo de mim?


“O universo é meu caminho; o amor, a minha lei; a paz, o meu abrigo. A experiência, a minha escola; a dificuldade, o meu estímulo; o obstáculo, a minha lição; a Sabedoria, meu objetivo; a compreensão, minha benção; o equilíbrio, minha atitude; a perfeição, minha meta; a plenitude, meu destino.”

"Abençoada seja a minha mente, para que eu possa sonhar novamente,
Abençoado seja meu coração para que eu possa me curar, harmoniosamente,
Abençoado seja o meu ventre, para que eu gere e dê a luz seguramente,
Abençoado seja o meu estado de espírito, para que mantenha acessa a minha chama eternamente."

(Mirella Faur)




ORAÇÃO Á DEUSA
"A sua Arte, Senhora, veio à luz.Quem poderá escapar de seu poder?Sua forma é um eterno mistério;Sua presença pairaSobre as terras quentes.Os mares te obedecem,As tempestades de acalmam.A sua vontade detém o dilúvio.E Eu, tua pequena criatura, Faço a saldação:Minha Grande Rainha,Minha Grande Mãe!"

CULTO À GRANDE DEUSA
"Senhora de minha vida: Guia-me com sabedoria,Faça com que eu compreenda o que não tem explicação Conforta-me em teus seios quando preciso forDaí-me luz para clarear a mente dos que não entendem Encha-me de coragem para enfrentar o preconceito de cabeça erguida Purifique-me para que eu possa louvar-te como mereces Ajuda-me a ver com teus olhos de justiça para que eu nunca acuse em vãoE peço-te que me mostre o caminho da tua verdade para que eu não me perca nunca de ti!"



"Eu sou a Deusa, eu sou a bruxa Eu sou aquela que ilumina e protege O poder da Grande Mãe está dentro de mim. Que a Grande Mãe A Senhora do Norte Encha de frutos a árvore da minha vida.
Grande Deusa que habita dentro de mim Santifica cada palavra minha e cada ato meu Afasta cada sombra de minha vida Ilumina todas as minhas estações Torna-me forte na dor Torna-me bela no amor.
Que teu nome e teu poder Sejam o meu nome e o meu poder. Assim sempre foi, assim sempre será..."

INVOCAÇÃO A LUA ORVALHADA
"Ó pregnante, orvalhada lua a navegar pelos céus,Que brilha para todosQue flui através de todosLuz do mundoDonzela, mãe, anciãSer criativo ser refrescanteIsis, Asarteia, IshtarAradia, Diana, CibeleKore, Ceridwen, LevanahLuna, Mari, AnaRhiannon, Selena, Demeter, MahOlhe com nosso solhos, ouça com nossos ouvidosToque com suas mãos, respire com nossas narinasBeije com nossos lábios, abra nossos coraçõesPenetre em nos!Toque-nos, transforme-nos, faça-nos um todo!"



BRUXA
"A natureza é meu lar, meu refúgio, meu sonhar.
Pertenço a ela... Faço parte dela!
Preciso do verde, do azul, do lilás.
De um arco-íris de cores
De frutas e flores, amores e aromas.
Quero cheiro de mata molhada
Quero o vento soprando em meu rosto.
Quero andar sem medo
Quero dormir sob as estrelas.
Sou mulher da terra. Do chão. Sou raíz.
Escolho meu paraíso
E nele planto meu jardim.
Ando descalça por caminhos floridos...
Danço nos camposRodopio no ar.
Tomo banho de chuva nua
Abro os braços e giro.
Olho para o céu e acredito.
Que existe destino.
Existindo eu escolho
Sigo, mudo, me recolho.
Me abro para o mundo
Eu decido.Eu sigo meus instintos.
Sigo as estações.
Eu sou da terra
Do fogo, da água e do ar.
Sou de antes e de agora
Sou flor e espinho
Sou a água, sou o vinho.
Simples...
Sagrada
Sempre... Mulher".

(Ká Butterfly)

LILITH
"Não sou feita de um pedaço teu.
Sou criação independentefeita do mesmo pó
e de saliva e sangue
Desejo e vida
Prefiro o exílio à submissão
Sou teu maior temor
E também teu maior desejo,
mas não podes possuir-me
Pois sou livre
Não sou tua
Sou minha
Eu sou a paixão da noite
Sorrateiramente apareço
em teus sonhos ardentes,
nas noites de Lua Nova
Se permaneço ou sigo adiante
não terás certeza
Pois não sou caminho
Sou abismo
Sou mulher com asas
Meu desejo é a igualdade
De direitos
De prazeres
de ficar por cima
Sou mulher indomada,
Assumo o meu poder
com destemor e força,
entusiasmo e prazer".

(Fabiane Ponte)



"Sou uma Bruxa
Com rimas e razões
Sou mutável como as estações
A Lua é minha Mãe
E o Sol é o meu Pai,
Junto à Deusa Terra componho o uno.
Sou uma Bruxa, uma criança Pagã.
O espírito livre da Mãe Natureza,
Cresce dentro de mim.
Flui por dentro de mim,
Enrodilhando-me como uma corda enfeitiçada,
Encantando cada sonho que tenho acordada.
Respiro o ar da liberação,
Ardo com o fogo da transformação
Bebo a água da criação.
A magia da terra é a minha conjuração.
Sou uma Bruxa da sombra da luz,
Das Brumas de Avalon e do vôo do corvo.
Sou uma Bruxa que tem orgulho disso reconhecer,
Pois a alma de uma Bruxa.
Não pode morrer..."

Gerina Dunwich



"Os textos aqui postados são retirados da própria net (muitos desconheço a autoria). A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."

SOU DA LUA
"Sou da Lua, da Lua eu vim...
Encantos, feitiços com ela aprendi
Sou única, sou bruxa, sou fases, sou Lua
Protejo de longe, energizo você,
Guardo seus passos, influencio seus atos
Seu banho revigoro, recarrego energias
Mudo de fases para mostrar amor por você
Lua Branca ilumina meu rastro, para não te perder
Lua Azul vibra meus encantos,
Enfeitiça meu amor para nunca esquecer.
Clareia a vida, minhas noites mal dormidas
Quando penso em você.
Céu estrelado, lua de fases, cheia de amor por você. Vem!
Te espero na imensidão do espaço seguindo meus passos, já sou toda sua...
Sou Bruxa da Lua"



GAIA, GRANDIOSA MÃE TERRA
Oh, Gaia, poderosa deusa cósmica. Que, tranqüila, suporta quando Úrano a cobre. Lançando-te as sementes celestes que fecundas. Originando os seres e os animais. Oh, receptiva fêmea que o arado penetra. Que às sementes acolhe, indiscriminadamente. Mulher ardorosa que a chuva fecunda. Qual sêmen do Céu, teu amante fiel Da mansão dos deuses, deusa talentosa. Que comanda a vida: o nascimento e a morte. Em teu seio fértil acolhe-nos serena. Obscura e generosa senhora Doce Mãe, Mãe de doçura infinita. Dá-nos teu colo amoroso. Sustenta-nos em teus calorosos braços. Contém-nos, oh, guardiã da vida Soberana entre as soberanas. Força geradora de todos os seres. De tuas virtudes, ensina-nos e regenera-nos. Dá-nos de tua fertilidade, o grão Magna Mãe, Mãezinha dileta. Ama-nos como filhos prediletos. Como à tua Core, filha mais que amada. De teu seio, por Hades raptada Grande útero, deusa poderosa Perdoa-nos o mau uso, os abusos. E contém a tua ira, na ronda fervorosa. Em que, impiedosa, negas florescer Recolhe a triste lágrima que escorre. De tuas entranhas expulsa o lamento. E dá um fim ao rude tormento. Que a mão do homem cruelmente te impõe Contém teu pranto e a revolta Usando a força feminina que te é própria. Perdoa teus filhos, segura-lhes a mão. Corta-lhes o ímpeto de desonrá-la em vão E permanece bela, encantadora mulher Envergando os trajes de tua origem divinal. Corrige teus filhos e dá-lhes a compreender. A sagrada harmonia do teu ritmo natural Se tanto doas, se és fonte de fartura. Se, pois, complacente e perdoa. Majestosa senhora, teus filhos inconscientes Mantendo intacto o ciclo das estações Concede-nos teu imperecível amor. E a facilidade incrível com que geras. Abandona o teu luto e rancores. E protege-nos, grandiosa Mãe Terra!

(Flori Jane)



A MÃE EM MOVIMENTO
Dança a Mãe e a Terra estremece de prazer. No seu ventre larva quente aquece a vida. Canta a Mãe pela boca do vento. E seu canto explode nas nuvens e os trovões reboam. Seus pés tocam o universo e ele gira. Como gira os seus quadris no ritmo dos seus passos. Os cabelos da Mãe na copa das árvores. No farfalhar das folhas de todas as florestas. Seus dedos riscaram a terra. E criaram as cadeias de montanhas.Dos seus olhos de águas límpidas.Surgiram todos os rio, todos os mares, todas as fontes. A Mãe menina em plena alegria e felicidade. Povoou a cada sorriso a Terra com milhões de flores e cores. Dos sons dos seus risos. Nasceram todos os cantos dos pássaros. Dos seus seios fartos. O alimento de todos os seres. Em plenitude a Mãe criou todas as coisas. E a todos abraça no retorno. A ela todo o meu amor.

Mallika Fittipaldi.



CARGA DA DEUSA
"Abençoados sejam os que se reúnem para festejar a vida!Sempe que necessitarem de minha ajuda, reúnam-se num lugar secreto em noites de Lua Cheia para me honrar. Minha lei é o Amor a todas as criaturas, a liberdade é o meu escudo. Bendito seja tudo!Meu nome é o êxtase do espirito e a alegria da Terra. Minhas são também as portas da juventude, a Taça do vinho, da vida e da imortalidade.Dancem, festejem, regozijem-se todos em minha honra. Meu amor transborda sobre todos os seres da Terra. Não me ofereçam sacrifícios sangrentos nem dolorosos, pois me desagradam. Sou a Mãe de todos os seres viventes.Todos os meus ritos são de amor e pazer, cheios de paixão, humildade, alegria e respeito às virtudes que todos devem possuir.Quem me busca fora não me achará, que pense em seu desejo e olhe para o seu interior, pois moro em sua alma. Devem saber que estou com vocês desde o princípio e os recolherei em meu interior ao final..."

ORAÇÃO À MÃE TERRA
Uma oração essênia

“Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra
Pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida
E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas.

Saibas que o sangue que corre nas tuas veias
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra,
O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela
Borbulha nos riachos das montanhas
Flui abundantemente nos rios das planícies.

Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra,
O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu
E os sussurros das folhas da floresta.

Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos
Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra
Que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho.
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro
Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra
Ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste, nela tu vives e para Ela voltará novamente.

Segue, portanto, as Suas leis
Pois teu alento é o alento Dela.
Teu sangue o sangue Dela.
Teus ossos os ossos Dela.
Tua carne a carne Dela.
Teus olhos e teus ouvidos são dela também.

Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra
Não morrerá jamais,
Conhece esta paz na tua mente
Deseja esta paz ao teu coração
Realiza esta paz com o teu corpo.”

Evangelho dos Essênios



INVOCAÇÃO DA ALEGRIA
"Tenho uma coceira nos pés

Que me faz dançar rua abaixo

Tenho uma comichão na barriga

Que me faz abraçar a todos que encontro.

Tenho uma fonte no coração

Que esparge amor sobre o mundo.

Conheço a Alegria do Espírito

Por isso sorrio em meu coração.

Sinto a Alegria de viver

Por isso celebro a Luz".



A CANÇÃO DA LUA
(por D. J. Conway, o Livro Mágico da Lua)

Ergo meus braços saudando,
Enquanto ela desliza pela noite,
A Lua dos Mistérios redonda,
Disco luminoso, de prata cintilante.

Meu espirito atende ao Seu chamado,
E deseja ter asas para voar,
Para que eu possa buscar Seu santuario sagrado,
Do qual o céu é simbolo.

Um lugar de segredos ocultos,
De antigos mistérios sagrados,
Um lugar que em outras eras conheci,
E de sabedoria em templos calados.

Esforço-me para tentar lembrar,
Tudo o que antes aprendido eu teria,
Os Segredos esquecidos da Lua,
A Deusa de toda a sua Sabedoria.

Apesar de meus braços voltados para o céu,
Ouço Sua voz em meu interior, e sigo nesta direção.
Desvendo o labirinto interno,
Confiando em minha opção.

"Não busque no exterior, mas sim no fundo do seu Eu"
Diz a voz suave e clara.
"Mantenha sua fé em mim pelos treze meses,
do ano Sagrado da Mãe".

Eu a observo através de Seus ciclos,
Como ja fiz em vidas passadas,
E sigo Sua trilha enluarada,
Que à porta secreta interior me conduz.



" Em nome Daquela que existe nas ondas do mar,
Nas profundezas das grutas escondidas,
No farfalhar das verdes folhas,
E na ardente chama das paixões,
Eu te invoco, minha Senhora,
Para me proteger e guiar.
Tu que és donzela,
Livre e virgem por não pertencer a ninguém.
Tu que és Mãe,
Amada e procurada por todos.
Tu que és Anciã,
Que vais velar por todos nós.
Ártemis, Selene, Hécate, Inanna(...)
Yemanjá Odo Iyá.
Mãe Antiga, Deusa dos Mil Nomes,
Ilumina a nossa vida
Com cada raio de luar.
E com o longínquo brilho estelar,
Guia-nos com amor maternal
Nesta nova jornada
De volta para Ti
Oh, Grande Mãe"

"Reflete meu reflexo, ó Mãe
Grandiosa em tua bondade
Ensina-me a caminhar e
ouvir e sentir os sinais enviados
pelo teu amor infinito!
Que a venda caia de meus olhos
e a palavra não dita
derrame em meus ouvidos,
para que eu possa cumprir
minha humilde missão.
Que minha mão toque o inatingível
Que minha boca sopre o segredo da vida
Que meu corpo vibre o inadiável
para a concretização de teu ideial.

Seja! Seja! Seja!"



Mãe nossa,
Cujo corpo é a Terra,
Santificado seja o teu ser.
Floresçam os teus jardins.
Seja feita a tua vontade,
Assim nas cidades como na natureza.
Agradecemos a este Dia,
O alimento, o ar e a água.
Perdoa nossos pecados contra a Terra,
Como nós perdoamos uns aos outros.
E não nos deixes ser extintos,
Mas livra-nos da nossa insensatez.
Pois tua é a beleza e o Poder,
E toda a vida, do nascimento à morte,
Do princípio ao fim.
Amém.
Que Assim Seja.
Abençoada Sejas!

A MÃE DA ETERNIDADE
"Mesmo nessa hora mais distante
No frio ou no vento
Estou contigo
Mesmo na tempestade sinta o meu abraço
Mesmo na fúria do rio
Deixe levar pelas ondas até mim
Mesmo no dissabor do vento
Deixe respirar e inundar se de Mim
Sou todos os homens e todas as mulheres
Sou todas as estrelas e as águas
E a Terra é meu assento
Corpo e moradia
Eu sou a Rainha antiga da montanha
Eu sou a mulher vestida de estrelas
Eu sou a maga coroada de sabedoria
Eu sou para além do Tempo
Eu sou para aém do Espaço
Eu sou para além das eras
Que se tornam eternidade
Sou a Roda e mais que Roda da Vida
Sou a Rainha e mais que rainha
Sou a mulher,o homem, o servo, e a serva
E muito além
do que consiga imaginar
Dos meus seios fluem a vida
Que nos seus fluxos e desfluxos
Fluem a mim
E em mim o Amor
E antes de Eros
Ele habita em Mim
Eu, sou a Mãe do Amor
Eu sou a Mãe da Eternidade
E em Ti lancei minha sombra."



SENHORA
"Senhora,
Deusa da Vida, és Senhora
Deusa da Morte, és Senhora
De muitos nomes e faces.
Te venero.
Donzela de beleza incomparável
Guerreira de destreza inenarrável
Cujo sorriso vem minha vida começar
E nos seus braços encontro a alegria
A novidade, a juventude, a poesia
E sonhos sem limites a realizar
Te venero.
Mãe, de todos, de tudo, da vida
Protetora doce, professora decidida
Que nos mostra o caminho e nos deixa tentar
Nos seus braços encontro o amor, por todos, por muitos, por mim
E a força e a garra que não tem fim
Para tornar minha vida plena e me completar
Te venero.
Anciã, de rugas e brancos cabelos, tão amada
Dona do caldeirão, da sabedoria, da noite aveludada
Que me encontra nos momentos de decisões a tomar
Nos seus braços encontro conselhos, consolo
Às vezes um puxão de orelha, às vezes um bom colo Mas sempre o que preciso e o que mais desejar
Te venero.
Quando estou triste, e meu coração é vazio
Quando meu mundo é escuro e frio
É nos seus braços que vou me consolar
E em seu carinho e apoio constantes
Me vejo inteira e em poucos instantes
Acho meu rumo e posso me recuperar
Te venero
Quando estou bem, estou viva, estou plena
Quando as bênçãos que conto ultrapassam a centena
É nos seus braços que vou comemorar
E em sua vitalidade e energia
Encontro o brilho de minha magia
E sei que meu destino e ser feliz e te celebrar.
Te venero.
E se já te entreguei minha vida e meu caminho
Se já és meu porto seguro e meu ninho
Penso, que mais posso eu te ofertar?
E ao me ver tão feliz por ser filha tua
Te ofereço então minha poesia crua
E todo o amor que minha alma sabe amar.
Te venero."

Poesia de Naelyan Wyvern

DIFERENÇA ENTRE AS MULHERES E AS BRUXAS
"A mulher sonha,
A bruxa faz o sonho acontecer,
A mulher mentaliza,
A bruxa a transforma em realidade,
A mulher desperdiça tempo,
A bruxa recicla,
A mulher vive em busca de Deus,
A bruxa vive sua natureza Divina,
A mulher se vale de autoridade,
A bruxa de malicia,
A mulher destrói sentimentos,
A bruxa faz renascer,
A mulher cria,
A bruxa transforma,
A mulher conquista um homem,
A bruxa encanta e seduz,
A mulher faz o homem ter um momento de prazer, A bruxa manipula seus sentidos,
A mulher possui o corpo de um homem,
A Bruxa a alma,
A mulher faz um homem se apaixonar,
A bruxa o enlouquece de desejo,
A mulher pode ter varias homens,
Ah! mas só a bruxa os possui!
A mulher é capaz de matar por um grande amor,
Mas só a bruxa é capaz de morrer por ele‼"

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PIADINHAS

COMO EXPLICAR SEM OFENDER...
Um homem de 85 anos estava fazendo seu check-up anual.
O médico perguntou como ele estava se sentindo.
- Nunca me senti tão bem - respondeu. Minha nova esposa tem 18 anos e está
grávida, esperando um filho meu! Qual a sua opinião a respeito?
O médico refletiu por um momento e disse:
- Deixe-me contar-lhe uma estória. Eu conheço um cara que era um caçador
fanático. Nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano,
colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na
floresta, um urso repentinamente apareceu em sua frente. Ele sacou o
guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e este caiu morto.
- HA!HA!HA!HA! Isto é impossível - disse o velhinho. Algum outro caçador
deve ter atirado no urso!
- Exatamente!!!
Piadas do Joãozinho
Irritado com seus alunos, o professor lançou um desafio.
- Aquele que se julgar burro, faça o favor de ficar em pé.
Todo mundo continuou sentado. Alguns minutos depois, Joãozinho se levanta.
- Quer dizer que você se julga burro? - perguntou o professor, indignado.
- Bem, para dizer a verdade, não! Mas fiquei com pena de ver o senhor aí,
em pé, sozinho!!!

A professora tenta ensinar Matemática ao Joãozinho.
- Se eu te der 4 chocolates hoje e mais 3 amanhã, você vai ficar com...
com... com...
E o Joãozinho:
- Contente!

O pai do Joãozinho ficou apavorado quando este lhe mostrou o boletim.
- Na minha época as notas baixas eram punidas com uma boa surra..
- Legal, pai! Que tal pegarmos o professor na saída amanhã?

Na aula de Biologia, o professor pergunta:
- Joãozinho! Quantos testículos nós temos?
- Quatro, professor.
- Quatro? Você ficou doido?
- Bem... pelo menos os meus dois eu garanto!
INFERNO...

A velhinha chega ao céu e, lógico, encontra o guardião dos portões esperando-a.
Ela pergunta porque existem 2 portas ali, uma azul e outra vermelha.
São Pedro então lhe diz:
- A azul leva ao Céu, a vermelha ao Inferno e você pode escolher para onde quer ir.
Nisso, ouve-se uma gritaria e um barulho de furadeira atrás da porta azul.
- Mas o que é isto? - pergunta a velhinha.
- Nada não, é um cara que acabou de chegar e estão lhe furando as costas para colocar as asas.
A velhinha fica indecisa quando de repente, ouve-se nova gritaria por trás da porta azul.
- E esta gritaria agora o que é?
- Nada não, é que estão furando a cabeça do cara para por a auréola.
- Nossa, que horror! Eu não quero ir p'ro Céu, vou p'ro Inferno.
- Mas lá o Diabo vai lhe foder!
- Mas pelo menos os buracos já estão prontos!
QUEM FAZ A ESPOSA GRITAR MAIS

Três homens bebendo no bar e falando sobre o dia e a noite anterior.
O José conta: "À noite fiz massagem em minha mulher com azeite de oliva finíssimo, depois fizemos amor e a fiz gritar por 5 minutos seguidos."
Então o Paulo, pra não ficar atrás, conta:
"Eu à noite fiz massagem em todo o corpo da minha mulher com um azeite especial afrodisíaco, depois fizemos amor e a fiz gritar por 15 minutos seguidos."
O Silvio então conta: "Isso não é nada, à noite fiz massagem em minha mulher com uma manteiga especial, acariciei todo o seu corpo com a manteiga, depois fizemos amor e a fiz gritar por 6 horas seguidas."
Os outros dois, assustados, perguntam : "Seis horas?! O que fez para sua mulher gritar por seis horas seguidas??"
Ele responde: "Limpei a mão nas cortinas."




A MISSA...

O novo Padre da paróquia estava tão nervoso no seu primeiro sermão ao ponto de quase não conseguir falar. Antes do seu segundo sermão, no domingo seguinte, perguntou ao Arcebispo como poderia fazer para relaxar, e este lhe sugeriu que na próxima vez, colocasse umas gotas de vodka na água, e que depois de uns goles estaria mais relaxado.
No domingo seguinte aplicou a sugestão e sentiu-se tão bem, que poderia falar alto até no meio de uma tempestade, de tão feliz e descontraído que se encontrava. Depois de regressar à reitoria da paróquia encontrou uma nota do Arcebispo dizendo:
- Querido padre:
1 - A próxima vez coloque gotas de Vodka na água e não gotas de água na Vodka.
2 - Não coloque limão e açúcar na borda da taça.
3 - O missal não é um apóia-copo.
4 - O manto da imagem de N.S.J. não deve ser usado como guardanapo.
5 - Existem 10 Mandamentos e não 12.
6 - Existiram 12 Apóstolos e não 10.
7 - Não nos referimos à Cruz como aquele T grande.
8 - Não nos referimos ao nosso Salvador Jesus Cristo e seus Apóstolos como JC e sua Banda.
9 - David derrotou Golias com um estilingue e uma pedra, nunca comeu o cu dele.
10 - Não nos referimos a Judas como Chunda.
11 - O Papa é sagrado e não castrado e não nos referimos a ele como O Padrinho.
12 - O Pai, O Filho e O Espírito Santo não são O Velho, Junior e o Aparecido.
13 - Judas não enforcou Jesus e Tiradentes não tem nada haver com a história.
14 - A Hóstia não é chicletes, portanto evite tentar fazer bolas.
15 - Procure moderar-se no vinho e mesmo assim, beba-o em uma taça.
16 - Backstreet Boys não estava na relação de música do coro.
17 - Aquela casinha era o confessionário e não o banheiro.
18 - Evite se apoiar na imagem de Nossa Senhora, muito menos abraça-la.
19 - A iniciativa de chamar o publico para dançar foi muito plausível, mas fazer trenzinho e correr pela igreja não, e também não peça para ninguém bater na palma da mão. E lembre-se, o senhor não é o Tigrão, e nem as coroinhas são as tchutchucas.
20 - Limite-se a sermões sobre religião e evite falar de futebol e política.
21 - Água benta é para se benzer e não refrescar a nuca.
22 - Nunca reze a missa sentado na escada do altar, muito menos com o pé sobre a bíblia sagrada.
23 - As hóstias devem ser distribuídas para o povo e não usadas de aperitivo para acompanhar o vinho.
24 - Nem Bruce Willis nem Sharon Stone estavam no nascimento de Cristo.
25 - Aquele pregado na cruz era Jesus Cristo e não Raul Seixas.
26 - Edir Macedo não é Diretor Financeiro da Igreja Católica.
27 - Procure usar roupas de baixo da batina. Evite abanar-se com a batina quando estiver com calor.
28 - Nunca, mas nunca mesmo leia "Caso Sexuais Verídicos" em uma missa.
29 - O nome do Papa é João Paulo e não Leonardo e nenhum dos dois fez dupla com Xororó.
30 - Belém onde Jesus Nasceu não fica no Rio Grande do Sul.
Pelos 45 minutos de missa que acompanhei, notei essas falhas. Lembro que uma missa leva em torno de 1 hora e não 2 tempos de 45 minutos. Numa missa não se faz perguntas ao publico, nem existem cartas a universitários. Onde reza-se a missa não é chamado de "Palco Mundo" e sim altar. Aquele, sentado no canto do altar, o qual referiu-se como travesti de saia, era eu. Espero que tais falhas sejam corrigidas no próximo domingo.
Atenciosamente:
Arcebispo




VERDADES...

Um homem estava em coma a algum tempo.
A mulher estava a cabeceira da cama dele dia e noite.
Um dia, o homem acorda.
Faz sinal a mulher para se aproximar e sussurra-lhe:

"Durante todos estes anos estiveste ao meu lado.
Quando me licenciei, estavas lá comigo.
Quando a minha empresa faliu, estavas lá a apoiar-me.
Quando perdemos a casa, ficaste perto de mim.
E quando fiquei com todos estes problemas de saúde,
acompanhaste-me sempre.
Sabes que mais?"
Os olhos da mulher encheram-se de lagrimas
"Diz amor?"

"ACHO QUE VOCÊ ME DA AZAR!"



O velho e o punk


O velho se senta no ônibus de frente para um punk.
O punk tinha um cabelo comprido com mechas verde, azul, amarela e
vermelha.
O velho fica olhando para ele. E ele fica olhando para o velho.
O punk vai ficando meio invocado e pergunta ao velho:
- O que foi, vovô, nunca fez nada diferente quando jovem?
O velho responde:
- Sim, eu fiz muita coisa quando jovem. Até trepei com um papagaio. E
estava aqui pensando:
será que você é meu filho?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cultivo do Cajueiro



Cultivo do Cajueiro
Autores
Clima
Solos
Adubação
Cultivares
Mudas e sementes
Plantio
Irrigação
Tratos culturais
Plantas daninhas
Doenças
Pragas
Uso de agrotóxicos
Colheita e pós-colheita
Coeficientes técnicos
Gestão Ambiental
Referências
Glossário


Expediente
Autores
Características da planta

O cajueiro (Anacardium occidentale L.) é uma planta tropical, originária do Brasil, dispersa em quase todo o seu território. A Região Nordeste, com uma área plantada superior a 650 mil hectares, responde por mais de 95% da produção nacional, sendo os estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia os principais produtores.

No Brasil, a produção de amêndoa de castanha de caju destina-se, tradicionalmente, ao mercado externo, gerando, em média, divisas da ordem de 150 milhões de dólares anuais. Os Estados Unidos e o Canadá são os principais mercados consumidores da amêndoa brasileira, sendo responsáveis por cerca de 85% das importações. O agronegócio do caju no mundo movimenta cerca de 2,4 bilhões de dólares por ano.

A importância social do caju no Brasil traduz-se pelo número de empregos diretos que gera, dos quais 35 mil no campo e 15 mil na indústria, além de 250 mil empregos indiretos nos dois segmentos. Para o Semi-Árido nordestino, a importância é ainda maior, pois os empregos do campo são gerados na entressafra das culturas tradicionais como milho, feijão e algodão, reduzindo, assim, o êxodo rural.

Além do aspecto econômico, os produtos derivados do caju apresentam elevada importância alimentar. O caju contém cerca de 156 mg a 387 mg de vitamina C, 14,70 mg de cálcio, 32,55 mg de fósforo e 0,575 mg de ferro por 100 ml de suco.

Apesar da importância socioeconômica, a cajucultura nordestina vem atravessando um período crítico, motivado pelos constantes decréscimos de produtividade, causado pelo modelo exploratório extrativista, tipo reflorestamento. A heterogeneidade dos plantios comerciais existentes e a não adoção de uma tecnologia agronômica orientadora mínima vêm comprometendo todo o processo de produção, com produtividade muito baixa, em torno de 220 kg/ha. Com o advento do cajueiro anão-precoce e da irrigação localizada, esta realidade começa a mudar. Com os pomares recebendo tratamento, é possível obter produtividade superior a 3.000 kg de castanha por hectare, dado à moderna fruticultura, possibilitando o aproveitamento de até 50% do caju de mesa (pedúnculo para consumo in natura), cujo mercado está se consolidando na Região Sudeste do país.

Em vista do exposto, neste sistema de produção são apresentadas recomendações técnicas para a exploração econômica do cajueiro nos diferentes ecossistemas do Brasil.









Deriva continental. Tectônicas de Placas
Não existe dúvida de que a maior contribuição para a Biogeografia Moderna foi a aplicação da Teoria Tectônica de Placas. Com ela, houve a possibilidade de explicações sobre a distribuição de muitos táxons disjuntos, que até então, não passavam de mera especulação e de teorias, que, algumas hoje parecem absurdas, tais como, as das “Pontes Continentais”, referidas no capítulo 1, durante o período Pré-Darwianiano e Darwianiano.

Mas, o que é a Deriva Continental? Uma explicação simples da teoria da Deriva Continental, hoje conhecida como Teoria Tectônicas de Placas, é: os continentes se deslocaram e deslocam através da superfície do globo terrestre sobre o manto superior. Pelo deslocamento destas placas, a posição atual dos continentes ou porções de continentes, não correspondem as suas posições no passado e não corresponderão as suas posições no futuro.

A idéia sobre a movimentação dos continentes começam no século passado, quando Snider em 1858 publicou um mapa unindo os continentes Africano e da América do Sul, conforme relata Brown & Gibson (1983) e Salgado-Labouriau (1994). Brown & Gibson (1983) relatam que em 1910, o geólogo americano Taylor publicou uma teoria sobre a formação das cadeias de montanhas relacionando-a com a movimentação dos continentes. Em 1915, Alfred Wegener, metereologista alemão, publicou suas idéias sobre a Deriva Continental.

De acordo com Brown & Gibson (1983) e Salgado-Labouriau (1994), Wegener baseaou sua teoria na justaposição dos continentes, magnetismo, paleoclimas e evidências fósseis. A teoria de Wegener sintetizava evidências de muitas disciplinas como a geologia, geofísica, paleoclimatologia, paleontologia e biogeografia.

Brown & Gibson (1983) sumarizam seis conclusões de Wegener, as quais, segundo eles, não sofreram alterações em suas essências, que são:

1. As rochas continentais são fundamentalmente diferentes, menos densas, mais finas e menos altamente magnetizadas daquelas do fundo do mar. As blocos mais leves dos continentes bóiam em uma camada viscosa do manto.

2. Os continentes estavam unidos em um único supercontinente, o Pangea que, dividiu-se em placa menores que moveram-se, flutuando no manto superior. A quebra do Pangea começou no Mesozóico, mas a América do Norte ainda ficou conectada com a Europa até o Terciário ou ainda até o Quaternário.

3. A quebra do Pangea começou em um vale que gradualmente alargando-se em um oceano. Distribuição dos maiores terremotos e regiões de vulcanismo ativo e elevação de montanhas estão relacionados com os movimentos destas placas da crosta terrestre.

4. Os blocos continentais mantêm ainda seus limites iniciais, exceto, nas regiões de elevação de montanhas, de tal maneira que se fossem unidos haveria similaridades em relação a estratigrafia, fósseis, paleoclimas, etc. Estes padrões são inconsistentes com qualquer explicação que assuma a posição fixa dos continentes e oceanos.

5. Estimativas da velocidade de movimentação de certos continentes é em torno de 0,3 a 36 m/ano e mostra que a Groelândia separou-se da Europa a apenas 50.000 a 100.000 anos atrás.

6. O aquecimento radioativo do manto pode ser a causa primária para a movimentação gradual dos blocos, mas outras forças podem estar envolvidas.

No entanto, a teoria de Wegener ficou no ostracismo quase que por 50 anos. No foi apenas em função dos geólogos ligados a indústria petrolífera, palentólogos e outros, mas, no que se refere a sua aplicação na biogeografia, as teorias do “Centro de Origem”, “Dispersão”, “Pontes Continentais”, estavam em alta. De acordo com Gibbrian (1986) apud Espinosa & Llorente (1993) encontrou somente uma explicação pela rejeição da Teoria de Wegener na época e de sua aceitação no presente, que era: os interlocutores eram outros, isto é, para aceitá-la era necessário uma mudança radical do pensamento geológico da ápoca.

A Teoria de Wegener, somente começou a ser aceita no início dos anos 60, em razão do mapaeamento do fundo oceânico, descobertas das fossas abissais, paleomagnetismo das rochas oceânicas, entre outras. Estes estudos se tornaram possíveis em razão da utilização de submarinos durante a Segunda Grande Guerra.

Quando Wegener propôs suas idéias, muito pouco era conhecido da estrutura das bacias oceânicas. Alguns geólogos suspeitavam que o assolho oceânico era composto principalmete de basalto (SIMA, que consiste principalmente de silício e magnésio), isto baseado apenas em pequenas amostragem feitas em algumas partes dos oceanos. Entretanto, eram bem conhecidos as rochas continentais, compostas grandemente de silício e alumínio (SIAL). Com relação as cordilheiras oceânicas era também bastante precário, e apenas do Atlântico era conhecida.

Com o desenvolvimento dos sonares e fatômetros, foram descoberto vulcões submarinos com os cumes achatado ou afilados, com cerca de 3000 a 4000 m de altitude, porém submersas. Estes cumes achatados foram denominados “Guyots” e enquanto que, os afilados de “Seamount”, segundo Brown & Gibson (1983). Estas estruturas teriam sido ilhas de origem vulcânicas que, formadas acima da superfície do oceanos, foram desgastadas pela ação das ondas e erosão eólicas, acabam formando os “Guyots”.

Além destas descobertas, outras foram feitas, tais como: as placas oceânicas de origem basáltica, de espessura fina coberta por sedimentos, sobre astenosfera. Esta última é a camada superficial do Manto, sendo a parte inferior denominada de Mesosfera. A astenosfera é mais densa que a placa continental e oceânica, porém menos do que a mesosfera, sendo de consistência mais rígida do que a astensofera (Leinz et al., 1975; Brown & Gibson, 1983 e Salgado-Labouriau, 1994).

Tendo estas informações foi elaborado uma teoria para a movimentação dos continentes, nos quais estão envolvidos a formação das placas oceâncias e os geossinclismos. Esta teoria é denominada de “Expansão do assoalho oceânica” de 1961, formulada por Dietz. A dinâmica desta teoria é o seguinte: A medida que ocorre explosões vulcânicas nas dorsais oceânicas vão formando os “seamount” e “guyots” sobre a placa oceância, a qual desliza sobre a astenosfera. A junção de duas placas oceânicas formam um vale, originando as dorsais oceânicas. Estas dorsais estão espalhadas por todos os oceanos e medem em torno de 70 mil km. A junção de uma placa oceânica com um continental, formam as fendas oceânicas, com profundidade em média de 10 km. Como as placas continentas são mais espessas e menos densas do que as oceânicas, estas, as oceânicas são incorporadas ao manto, provocando nas continentais instabilidades, como: formações vulcânicas, terremotos, tremores de terras, formações orogênicas, as quais são denominadas de geossinclismos. A incorporação das placas oceânicas no manto obedece o princípio de convecção, isto é, a medida que a placa desloca-se de seu ponto de origem, dorsais, sofre esfriamento, tornando-se mais densas até encontrar-se com as continentais, onde forma-se as fendas, sendo mais densa desce e incorpora-se ao manto. Estas fendas são denominadas de zonas de subducção (Salgado-Labouriau,1994) ou zonas de Benioff (Brown & Gibson, 1983).

Outro fato importante é a datação das placas oceâncias, que giram em torno de 170 milhões de anos, isto significa que são bem mais jovens que as continentais, que giram em torno de 1 bilhão de anos, isto é, os crátons, áreas continentais geologicamente estáveis (Brown & Gibson, 1983 e Salgado-Labouriau, 1994).

Com modelo definido, encontra-se regiões onde ocorre encontro de duas placas oceânicas, formando arcos de ilhas oceânicas, além de áreas de geossinclismo intenso (Aleutas, Caribe, Japão, Marianas); encontro de placa oceânica e continental (Nazca e Sul Americana), responsável pela formação dos Andes e encontro de duas placas continentais (Índia com a Ásia), responsável pela formação do Himalaia e o Planalto do Tibet.

O processo descrito acima, determina que no manto há convecção, princípio de aquecimento e esfriamento, isto é, um ciclo. O material do manto aquecido sobe nas regiões das cordilheiras oceânicas, formando ilhas vulcânicas, que deslizam sobre a astenosfera (camada superior do manto) no sentido horizontal. Ao chegar nas regiões das fendas choca-se com material da crosta e desce, sendo reincorporadas no manto. Herman Hess(Geólogo da Marinha dos USA), nos anos 40-50, foi o primeiro a propor o movimento do assoalho dos oceanos, baseado nas tectônicas de placa (crescimento, movimento e destruição da crosta).

Com a teoria da Expansão do assoalho oceânico bem fundamentada, principalmente com dados de paleomagnestismo, que é o estudo das orientações dos cristais de rochas no tempo de sua formação e estudos de padrões ao redor do mundo poderam mostrar as idades e origens das placas, a teoria da deriva continental tornou-se um fato. Com ela é possível explicar a maioria das distribuições dos organismo no planeta.

Algumas evidências da Deriva Continental
1- Cristas Mesoceânicas ou Dorsais oceânicas.

2- Paleomagnetismo, com orientação para os pólos e paralelas nos dois lados das dorsais.

3- Falha de San Andrews na Califórnia.

4- Rift Valley na Costa Leste Africana

5- Mesosaurus no América do Sul e África

6- Flora de Glossopteris (América do Sul, África, Índia, Austrália, Antártida).

7- Flora Conífera (climas tropicais) Leste da América do Norte e Oeste da Europa.

8- Flora de Archaeopteris (Rússia, Irlanda, Canadá e Estados Unidos).

Mas como a teoria da Deriva Continental começou a ser utilizada em estudos da Biogeografia?

Com a aceitação da deriva continental, os primeiros estudos, incluindo Wegener, partiram da premissa que havia um supercontinente “Pangea” e este sofreu um ruptura em dois. Um no hemisfério Norte (Laurásia), compreendendo: América do Norte, Groelândia, Europa e Ásia, exceto a Índia. O outro no Sul (Gondwana), formada pela América do Sul, África, Madágascar, Índia, Austrália e Antártida. No entanto, após algum tempo, observou-se que, havia grupos taxonômicos, com suas relações de parentesco bem definidas que não enquadravam-se neste padrão, principalmente, com relação ao hemisfério Norte.

A Gondwana, o que tudo indica foi um supercontinente desde 600 milhões de anos até a sua ruptura, isto é, em torno de 100 milhões de anos, porém com posições diferentes daquelas do Mesozóico (Scotese & Barrett, 1991). Segundo Scotese (1997-Internet), a Gondwana era parte de um supercontinente denominado de Pannotia.

Durante o Paleozóico, segundo Scotese & McKerrow, 1990, alguns pequenos continentes eram adjacentes a Gondwana, como: Iucata (México), Flórida, Avalonia, Sul e Centro da Europa, Ciméria, Tibet e Sudeste da Ásia. O Polo Sul (PS) encontrava-se no Norte da África, durante o Cambriano. A Gondwana moveu-se rapidamente, sendo que o PS no final do Siluriano estava no Brasil e no Sul da Argentina no final do Devoniano. No Leste do Sul da África no Carbonífero e início do Permiano próximo do centro da Antártida.

O período Ordoviciano foi caracterizado por várias bacias oceânicas e um grande Oceano - Pantalássico. A Laurentia, Baltica, Sibéria e Gondwana estavam dispersam. Entre a Báltica e Laurentia havia o Oceano Iapetus (Scotese, 1997-Internet). Neste período, devido a um derretimento da camada de gêlo no Sul da Gondwana (Norte e Centro da África e Bacia Amazônica), esfriou os oceanos provocando uma extinção de organismos de água quente que viviam próximo do equator.

No Siluriano ocorre a colisão da Laurentia com a Báltica, fechando o O. Iapetus, formando as Caledônias na Scandinavia, Norte da Gran Bretânia e Groelândia, no leste da América do Norte forma-se o Norte das Apalachianas. Já o Norte e Sul da China, derivam da Indo-Austrália e migram para o Norte.

No final do Paleozóico muitos dos paleocontinentes colidem formando a Pangea que se estende de Pólo a Pólo, margeado a leste pelo Oceano Paleo-Tethys e a oeste pelo Oceano Pantalássico. Porém a leste há vários continentes que não estavam unidos a Pangea, como: Norte e Sul da China, Ciméria (Parte da Turquia, Irã, Afagnistão, Tibet, Indochina e Malaya). Estes continentes também migraram para o Norte colidindo com a Sibéria. Este último ao colidir com a Báltica forma os Montes Urais.

No Mesozóico, ocorre a formação de um grande continente, Pangea. Porém a parte Norte, como foi visto acima foi formado pela colisão de vários continentes, tais como:

Laurentia (Noroeste da Irlanda, Escócia, Groelândia, Norte do Alaska e a Penísula de Chukotskiy) Scotese & McKerrow (1991). De acordo com Cocks & Fortey, 1991 e Crick, 1991 os ambientes cratônicos desta área é caracterizada pela ocorrência de faunas endêmicas de trilobitas (Bathyuridae) e gêneros de braquiópodes. Outro fato importante são as colisões ocorridas com a Baltica no final do Siluriano e com a Avalonia, ocorrendo perda na identidade de sua fauna durante o Siluruano e Devoniano. No final do Carbonífero e Permiano a Laurentia torna-se parte da Pangea (Scotese & Mckerrow, 1991).

Baltica (Maior parte do Norte da Europa), sendo caracterizada por um grupo distinto de trilobitos asaphidíeos (Cocks & Fortey, 1991)

Avalonia (Ardennes da Bélgica e norte da França, Inglaterra, Walles, Sudeste da Irlanda, Penísula de Avalon, Nova Escócia, Sul da Nova Brunswick e parte costal da Nova Inglaterra).

Europa Central e Sul (Região adjacente com o Norte da África, Ibérica, França, Alemanha e Bohemia).

Sibéria (limitada oeste pela metade Norte dos Urais e Zona Irtych Crush, ao Sul pelo Arco Mongólico Sul e Nordeste pelo cinturão das dobras de Verhayansk).

Cazaquistânia (Extensão do Continente Sibérico Paleozóico)

China e Tarim (3 continentes do Paleozóico, Norte e Sul da China e Tarim).

Ciméria (Turquia, Irã, Tibet, Shan-Thai, Malaya e Indo-China).

Portanto, o uso deste termo “Laurásia” não reflete a real história deste supercontinente. Por exemplo, o leste da Ásia é composta por vários fragmentos que se uniram desde o Paleozóico até o Mesozóico. A plataforma Siberiana suturou-se com a Europa, como evidências deste fato: o geossinclismo formando os Montes Urais, Tarim e Tibet , durante o Jurássico. Outras plataformas são: Bloco da Penísula de Sunda (Indochina, Malásia, Sumatra e Borneo); Bloco Japônes; Bloco Kolyma; Nordeste da Sibéria. A Groelândia estava unida com a América do Norte.

Atualmente a Eurásia compreende todos os continentes que estão no hemisfério norte, exceto a América do Norte e Groelândia. O subcontinente Índia, incluindo o Sri Lanka, que originalmente fazia parte do Gondwana, foi ligado a Eurásia no Eoceno inferior, cerca de 53 ma, formando o Himalaia e o Planalto do Tibet na sutura com esta placa, a parte oceância, isto é, placa oceânica foi consumida neste “trech”. Esta colisão foi acompanhada por uma série de colisões que fechou o Mar de Tethys, que são: Espanha com a França (Pireneus); Itália, França e Suiça (Alpes); Grécia e Turquia com Balcãs (Hellenide e Dinaride); Arábia com Irã (Zagros) e a colisão mais jovem Austrália com a Indonésia. Pode-se dizer que a Eurásia é o início da formação de um Supercontinente, semelhante a Pangea.

Gondwana
As evidências levam a crer que o supercontinente Gondwana parece ter sido uma placa única, razoavelmente estável desdes os registros do Precambriano até meados do Mesozóico. Esta região hoje, compreende a América do Sul, África, Madagáscar, Arábia, Índia, Austrália, Tasmânia, Nova Guiné, Nova Zelândia, Nova Caledônia e Antártida. Segundo Scotese & Mckerrow (1991), Scotese (1997), a região da Flórida, Iucatá do México, Norte e Sul da China e outros fizeram parte da Gondwana do Pré-Cambriano até meados do Paleozóico.

Wegener corretamente identificou as maiores partes do Gondwana e como elas se moveram (entretanto suas datações estavam muito erradas), mas mesmo nos tempos atuais, não temos uma apurada reconstrução de todas as quebras, pela falta de informações adequadas nos oceanos do sul.

O início da quebra se originou no Jurássico Superior com cerca de 150 ma. Três aspectos são notáveis nesta quebra, segundo Brown & Gibson, 1983:

1. África e América do Sul estavam conectados, apenas pelo centro. Esta conecção era de posição equatorial no Jurássico e estas mesmas regiões se mantém hoje em dia;

2. O ponto da Antártida que hoje em dia é o Polo Sul, estava a 50ºS latitude no Jurássico;

3. Em redor da Antártida, as massas continentais estavam reunidas, mas sempre separadas por mar.

A maioria dos cientistas concordam que a abertura do Atlântico Sul começou no Cretáceo Inferior, cerca de 127 ma. Até no mínimo, 115 ma, os continentes estavam reunidos no Equador. A deriva foi lenta inicialmente, tanto que apenas no Eoceno (53 ma), foi completamente terminada. A velocidade da deriva foi de 1,2 a 2 cm por ano, ou 40 km por cada ma. Porém a velocidade da placa Indiana foi surpreendente, de 10 a 12 cm/ano. A Índia se desagregou do Leste do Continente Africano, deslocando-se no sentido Nordeste a 80 ma, chocando-se com o continente asiático por volta de 55 a 53 ma, iniciando a orogenia do Himalaia. Portanto, a velocidade de deslocando foi rápida, em torno de 180km por Ma.. Sri Lanka é uma parte da Placa Indiana.

Como é bem conhecido, a parte sul da América do Sul e a Antártida estiveram conectadas durante o Cretáceo. A distância entre a Terra do Fogo e as ilhas da Antartida foram gradativamente se alargando para sul no Eoceno. A separação total ocorreu em meados do terciário.

Nova Zelândia era ligada a Antártida, separando-se a 80 ma, seguindo rumo ao Norte e a medida que ocorreu a expansão do Mar da Tasmânia aumentou a distância entre o Sudeste Australiano com a Nova Zelândia, sendo primeiramente uma grande ilha, mas subdividiu em duas ou mais unidades diferentes de tamanho e forma das duas ilhas atuais.

A Austrália, Nova Guiné e Tasmânia fazem parte de uma única Placa e a união desta (parte sudeste) com a Antartida foi perdida no Mesozóico (150 ma), ficando unida na parte noroeste até 53 ma. Tasmânia e Nova Guiné hoje separadas pelos Estreitos de Bass e Torres, respectivamente, tiveram conexões com a Austrália no períodos em que ocorreram níveis baixos marítimos.

O Sudeste da América do Norte (Laurentia) esteve conectada com a parte Noroeste da América do Sul desde o final do Carbonífero, veja as informações acima. No Mesozóico, com o início da quebra da Pangea, ocorreu o isolamento dos dois Continentes e somente no Pleioceno (4 ma) com a elevação so Ístmo do Panamá voltaram a se fusionar. A fusão se deu pela formação de arco de ilhas e o deslocamento de duas placas: Cocos e Caribe.

É uma história interessante, uma vez que houve uma fusão, posterior isolamento e novamente a fusão. No entanto, durante a quebra da Pangea houve várias oportunidades geográficas que permitiram muitas trocas de organismos entre América do Norte e do Sul. Por exemplo, no Cretáceo, a parte oeste do México esteve muito próxima da América do Sul, enquanto sua parte Norte fazia a ligação com a América do Norte. Com a expansão do Mar do Caribe, formação de ilhas que derivaram para o sudeste, formando a Placa do Caribe formaram as Grandes Antilhas. Este movimento deu início a formação da Placa de Cocos, que juntamente com a Placa Pacífica Norte e Placa de Nazca, empuraram há nordeste e sudeste uma série de ilhas formando o que é atualmente a América do Sul.

A Jamaica, conforme Brown & Gibson (1989), esteve submersa no Mioceno, sendo sua biota estabelecida por dispersão e isolamento nos últimos 15 ma.

Todos estes eventos de deslocamento das placas, propiciaram grandes modificações geográficas como: elevações de terras, afundamentos, entradas de mar continentais, mudanças climáticas, essas últimas, de acordo com posição longitudinal e latitudinal, entre outras.

Vicariância é um termo grandemente utilizado para descrever as consequências biogeográficas da especiação alopátrica. O termo geralmente se refere a populações disjuntas que nunca mais tiveram contacto, depois de um isolamente geográfico. Normalmente o termo é utilizado para descrever aqueles casos aonde uma distribuição contínua torna-se fragmentada em duas os mais populações disjuntas.

Dispersão é um termo utilizado em biogeografia que pode ser de dois tipos:

1. Em alguns casos uma espécie pode sucessivamente atravessar uma barreira geográfica, tais como um oceano ou uma montanha e estabelecer uma população no outro lado;

2. Em outros casos, espécies pode simplesmente expandir seus limites de distribuição para ocupar uma área maior.

Em qualquer dos dois casos, uma espécie inicialmente restrita a uma área, se espalha de seu ponto de origem para ocupar e se estabeler em novas regiões.

Bibliografia

BROWN, J.H. & A.C. GIBSON. 1983. Biogeography. St. Louis. C.V. Mosby Company, 643 p.

COCKS, L.R.M. & R.A. FORTEY, 1991. Biogeography of Ordovician and Silurian faunas. Mem. Soc. Geol., 12:97-104.

CRICK, R.E. 1991. Cambrian-Devonian biogeography of nautiloid cephalops. Mem. Soc. Geol., 12:147-161.

ESPINOSA, D. & LLORENTE, J. 1993. Fundamentos de Biogeografías Filogenéticas. México. Universidad Autonoma do México. 133 pp.

LEINZ, V. et al., 1975. Geologia Física e Geologia Histórica. Brasília, Inst. Nac. do Livro, 96p., 100p.

SALGADO-LABOURIAU, M.L. 1994. História ecológica da Terra. SP, Ed. Edgard Blücher Ltda, 307 p.

SCOTESE, C.R. & S.F. BARRETT, 1991. Gondwana’s movement over the South Pole during the Paleozoic: evidence from lithological indicators of climate. Mem. Soc. Geol., 12:75-85.

SCOTESE, C.R. & W.S. McKERROW, 1991. Revised World maps and Introduction. Mem. Soc. Geol., 12:1-21.

SCOTESE, C.R. 1998. Internet, www.scotese.com

Bibliografia recomendada.

Shuey, J.A. 1993. Phylogeny and biogeography of Euphes Scudder (Hesperiidae). Journal of the Lepidopterists' Society

Fonte: zoo.bio.ufpr.br

Pangéia




As deformações visíveis na superfície do terreno, os fenômenos vulcânicos e sísmicos, presentes tanto nos continentes, como no fundo dos oceanos, são provas do dinamismo da Terra. Nosso Planeta não é um corpo estático, pelo contrário, ele esteve e continua sob intensa atividade. Idéias científicas sobre a evolução da Terra começaram a surgir há 200 anos atrás mas até o início do presente século, acreditava-se que a distribuição dos continentes e oceanos era essencialmente a mesma.

A Deriva Continental
Em 1915, o alemão Alfred Wegener publicou a Teoria da Deriva dos Continentes, propondo que a200 milhões de anos atrás todos as massas emersas de terra estariam reunidas em um único super-continente, denominado Pangea ( imagem), envolto por um mar universal, a Panthalassa. Posteriormente, essa massa continental fraturou-se em partes menores que se dispersaram em consequência de movimentos horizontais. Além da semelhança entre as margens dos continentes, que se encaixam como um grande quebra-cabeça, Wegener buscou evidências geológicas, paleontológicas e climáticas, particularmente nos continentes do hemisfério sul, para fundamentar sua hipótese. Ele acreditava que a força para impulsionar a movimentação dos continentes seria derivada das marés e da própria rotação da Terra. No entanto, existem dificuldades de ordem física e matemática para sustentar esse modelo de movimentação e, por isso, a teoria sofreu forte oposição dos principais cientistas da época, caindo, praticamente, em esquecimento.


Pangéia
( Clique para Ampliar )

Grande revolução científica aconteceu nos Anos 60 com o aporte de inúmeras e novas informações, particularmente no campo da geologia e da geofísica marinha: melhor conhecimento do fundo dos oceanos desenvolvimento do paleomagnetismo, do conceito das falhas transformantes, da localização mais precisa dos terremotos etc. A partir dessas idéias, entre 1967 e 1968 nasce a teoria da Tectônica de Placas com os trabalhos de J. Morgan, X. Le Pichon e D. McKenzie, entre outros autores.

A teoria da Tectônica de Placas
Essa teoria postula que a crostaterrestre, mais precisamente a litosfera -que engloba toda a Crosta e a parte superior do Manto, até cerca de 100 km de profundidade -está quebrada em um determinado número de placas rígidas, que se deslocam com movimentos horizontais, que podem ser representados como rotações com respeito ao eixo que passa pelo centro da Terra.

Principais Placas Tectônicas

( Clique para Ampliar )

Essas movimentações ocorrem porque a Litosfera, mais leve e fria, praticamente “flutua” sobre o material mais quente e denso e parcialmente fundido, existente no topo da Astenosfera.É nessa parte viscosa, dos primeiros 200 km da Astenosfera, que são geradas as correntes de convecção, supostamente o mecanismo que proporciona a movimentação das placas tectônicas.

As placas deslizam ou colidem uma contra as outras a uma velocidade variável de 1 a 10 cm/ano. Nas regiões onde elas se chocam ou se atritam, crescem os esforços de deformação nas rochas e, periodicamente nesses pontos, acontecem os grandes terremotos. Justamente nos limites das placas tectônicas, ao longo de faixas estreitras e contínuas, é que se concentra a maior parte da sismicidade de toda a Terra.É também próximo das bordas das placas que o material fundido (magma), existente no topo da Astenosfera, ascende até a superfície e extravaza-se ao longo de fissuras, ou através de canais para formar os vulcões. Apesar de os terremotos e vulcões normalmente ocorrerem próximo aos limites das placas, exepcionalmente, podem acontecer super terremotos nas regiões internas das placas.

Fundamentalmente existem 3 tipos de contactos entre as placas tectônicas propocionados por movimentações com sentido divergente, convergente, de deslocamento horizontal ou falha transformante.

Movimento entre Placas Divergentes
Ocorre quando as placas se movimentam para direções contrárias entre si. Esse processo acontece principalmente nas áreas ao longo das cadeias meso-oceânicas. Essas cadeias são extensas elevações submarinas, cuja topografia é muito mais acentuada e exuberante do que as tradicionais zonas montanhosas existentes nos continentes - podem alcançar mais de 1.000 km de largura e 20.000 km de extensão e sua crista é marcada por profundas fendas ou fissuras.

Quando as placas se afastam uma da outra, o material em estado de fusão - o magma - existente no topo da astenosfera, sobe através das fendas, situadas na crista das cadeias submarinas, e extravasa-se formando um novo fundo oceânico.

Movimento de Placas Convergentes
Este caso ocorre quando duas placas se chocam. Na maior parte das vezes, uma delas desliza por debaixo da outra, formando profunda trincheira que penetra pelo fundo oceânico. A placa inferior desliza no interior da astenosfera segundo um plano inclinado - entre 40ºa 60º com relação a horizontal. Essa região de junção de placas recebe o nome de Zona de Subdução ou Zona de Benioff-Wadati. Mais de 3/4 dos terremotos do mundo ocorrem nesse tipo de limite de placas. É aí também que se encontram os sismos de foco profundo, com 300 a 700 km de profundidade.Ao subsidir para zonas mais profundas da astenosfera a placa rígida encontra altas temperaturas podendo ser parcialmente fundida. Esse novo magma, que é menos denso que as rochas circunvizinhas, sobe através de zonas de fraqueza da crosta e extravasa-se sob a forma de vulcões. Aproximadamente 2/3 das erupções vulcânicas conhecidas ocorrem nesse tipo de limite de placas.

Exemplo clássico de placas convergentes é a de Nazca e a da América do Sul. A interação do movimento dessas placas possibilitou a formação da Cadeia Andina e a trincheira oceânica Chile-Peru.

Movimento Horizontal ou de Falha Transformante
Separa placas que estão se deslocando lateralmente. O atrito entre as placas é grande de modo que podem ocorrer grandes esforços e deformações nas rochas que, periodicamente, são liberados por meio de grandes terremotos.Para esse caso, o melhor exemplo é a falha de Santo André, na California, limitando a Placa Americana, com movimento geral na direção SE, da Placa do Pacífico, com movimento geral na direção NW.

Fonte: www.apolo11.com
Cabeça-chata

A origem desse apelido se perde no tempo. Especula-se que se deve a isso ou aquilo. Na formação da cabeça necessariamente não é. Outros nordestinos e até povos de outros países têm o mesmo tipo de crânio.

O historiador Gustavo Barroso nos dá uma luz para a questão. Os milicianos cearenses que lutaram na época da Independência do Brasil, combatendo a tropa do major português Cunha Fidié que dominava o interior das províncias do Piauí e Maranhão, usavam gorros achatados enquanto os portugueses usavam barretes afunilados e pontudos. Por isso apelidaram os cearenses de cabeças-chatas.

Mas, cabeça-chata é a mãe!
Cearense ou cearaense?


O certo seria "cearaense" como paraense, piauiense etc. Mas, o cearense tem a sua própria gramática e acaba ficando do jeito que ele quer.


Assim, cearense entrou como o termo certo, no dicionário, para designar quem nasce no Ceará e estamos conversados.





O que significa Ceará?

Não se pode afirmar com precisão, mas a maioria dos historiadores emite opiniões semelhantes. Segundo José de Alencar, no Romance Iracema, o nome foi formado de: cemo (tupi) que significa cantar alto e de ará, uma pequena arara também denominada jandaia. Ceará seria então a terra onde a jandaia canta alto.
Teodoro Sampaio (autor de: O Tupi na Geografia Nacional) tem praticamente a mesma opinião só que traduz ará por papagaio o que em termos de tradução está certo, pois ará não é um termo tupi específico.


Terra da Luz

O Ceará é conhecido por Terra da Luz. Julgam que é devido ao seu intenso sol. Nada disso. Esse título foi dado por José do Patrocínio pelo fato da então província ter abolido a escravatura antes do Brasil. No dia 25 de março de l884, sem dar a menor "bola"a D.Pedro II, o Ceará libertou, definitivamente, os seus escravos.



Ceará-moleque

Trata-se de uma expressão criada pelo próprio cearense para explicar o seu jeito irreverente de ser. Um povo tão gozador, que já vaiou até o sol quando este teve a petulância de passar três dias sem aparecer! Afirmam que surgiu com Adolfo Caminha (1) no romance A Normalista, obra que descreve às irreverências, hipocrisias e molecagens do povo cearense. De fato, a palavra aparece neste trecho do livro:

"Estás vendo, menina? Lê isto aqui. E apontou com o dedo.
Eram uns versos de pé de viola que contavam o recente namoro do Zuza:

“A normalista do Trilho,
ex-irmã de caridade,
está caída pelo filho
dum titular da cidade.

O rapazola é galante
e usa flor na botoeira:
D. Juan feito estudante
a namorar uma freira...


Eis por que, caros leitores,
eu digo como o Bahia:
— Falem baixo, minhas flores,
Senão... a chibata chia!...”



Lídia achou graça na versalhada. Ela também já saíra na Matraca.
— Um desaforo, não achas? perguntou a normalista indignada.
— Que se há de fazer, minha filha? Ninguém está livre destas coisas no
Ceará-moleque. Não se pode conversar com um rapaz, porque não faltam
alcoviteiros. Olha, eu aposto em como isto que aqui está saiu da cachola do
Guedes".


(1) Adolfo Ferreira Caminha (Aracati, 29 de maio de 1867 — Rio de Janeiro, 1 de janeiro de 1897) Escritor cearense, um dos principais autores do Naturalismo no Brasil. Nasceu em Aracati Ceará, em 29 de maio de 1867. Ainda na infância foi para o Rio de Janeiro com a família. Entrou para a Marinha de Guerra, onde apesar de chegar a segundo-tenente, teve que dar baixa, forçada, por raptar a esposa de um alferes, com quem passou a viver.
Publicou, em 1893, o romance A Normalista, que mostrava um quadro pessimista da vida urbana de Fortaleza. Esteve nos Estados Unidos e, inspirado na viagem para este país, escreve: No País dos Ianques (1894). No entanto, somente firmou a sua reputação literária ao escrever Bom Crioulo, onde abordava, a questão da homossexualidade. Foi também um grande colaborador da imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Commercio. Já tuberculoso, mal da época, lança o romance, Tentação, sua última obra (em 1896). Faleceu, prematuramente, no Rio de Janeiro, no dia 1º de janeiro de 1897, com apenas 29 anos.
Sua obra repleta de tragédias e descrições de crimes e perversões foi pouco apreciada, na época, sendo reconhecida somente tempos depois de sua morte

musicas Mulheres

Folhetim
Gal Costa
Composição: (Chico Buarque)
Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que és o maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte, te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim


Skank
Baixada News
Zilda é uma mulher que mora na baixada fluminense
Mãe de cinco filhos cinco bocas pra comer
Seu ex-marido trabalhava como trocador de ônibus
Trocou Zilda por uma dama que passou pela roleta
A vida ja não era fácil com a ajuda dele lá
Agora Zilda ta sozinha com os filhos pra criar
Às cinco horas ela acorda e prepara o café, depois com outros pescadores
vai pro mangue de Magé.
Refrão

O Bahia de Guanabara a pesca do caranguejo
Bahia de Guanabara impossível mais eu vejo
Bahia de Guanabara a pesca do
caranguejo
Bahia de Guanabara impossível mais eu vejo

Aos vinte oito anos Zilda diz que é dona de si mesma
Não pensa muita coisa não espera nada de ninguém
Catando a vida pelas patas dando tapas no destino
Arregaçar as mangas no mangue paciência em cada gota de sangue.
A vida já não era fácil com a ajuda do marido

Mais ela sabe não pensar no que podia ter sido.
Às cinco horas ela acorda e prepara o café, depois com outros pescadores vai pro mangue de Magé.

Refrão
Compositor(es): Milton Nascimento E Fernando Brant

Maria, Maria, é um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta
Maria, maria, é o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força, é preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria, mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania de ter fé na vida


Cartola
Ensaboa
Estilo:
Samba
Todas as letras de músicas de Cartola
Músicas do álbum Viva Cartola
Ensaboa mulata, ensaboa
Ensaboa
Tô ensaboando
Ensaboa mulata, ensaboa
Ensaboa
Tô ensaboando
Tô lavando a minha roupa
Lá em casa estão me chamando Dondon
Ensaboa mulata, ensaboa
Ensaboa
Tô ensaboando

Os fio que é meu, que é meu
E que é dela
Rebenta a goela de tanto chorá
O rio tá seco, o sol não vem não
Voltemos pra casa
Chamando Dondon